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Viajar para Macau desde Hong Kong

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Viajar para Macau desde Hong Kong não é complicado, mas existem algumas informações que deverão ser do seu conhecimento.

Assim, tanto Hong Kong como Macau são zonas administrativas da China mas a circulação entre os três territórios faz-se com regras.

No artigo de hoje vamos trazer-lhe algumas informações que é importante que saiba numa viagem entre Hong Kong e Macau.

Seis coisas que precisa saber se viajar para Macau desde Hong Kong

Primeiro:

Se estiver em Hong Kong e for visitar Macau, é como se fosse para um país diferente, pelo que tem de passar pelos serviços de imigração dos dois lados. Portanto, leve caneta para preencher os impressos na alfândega.

Segundo:

Passaporte válido é suficiente para entrar em Macau. Cidadãos portugueses não precisam de pedir visto antecipadamente. À chegada ser-lhe-à concedido visto de entrada e é gratuito. No entanto, as regras podem mudar pelo que tomo a liberdade de sugerir que confirme a informação antes de viajar.

Terceiro:

A influência portuguesa é óbvia, desde os pasteis de nata, ao nome das ruas e à calçada portuguesa. Os edifícios históricos estão bem preservados e há um esforço para que continuem assim. Ao percorrer o centro histórico pode achar que está em Lisboa e acredite que não é fácil fazer a manutenção deste tipo de construção num clima tão quente e húmido. No entanto, não espere encontrar pessoas na rua a falarem português. A menos que seja um grupo de viajantes portugueses.

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Quarto:

Macau é um sítio excelente para fazer compras. Os preços são muito competitivos porque não há impostos sobre os produtos. A renda que os casinos gera está sujeita a impostos e é suficiente para que não aja necessidade de taxar os produtos de consumo. Num dia normal verá grupos de chineses carrregados de sacos de compras prontos para regressarem à China. Mas se quiser realmente poupar terá de se afastar das lojas nos casinos.

Quinto:

Pelo que o nosso guia nos contou, a calçada portuguesa foi construída com pedras que vieram de Portugal. Trouxeram a pedra em blocos grandes que depois foram cortados em cubos mais pequenos por pedreiros portugueses. Custa-me acreditar que se tenham dado a tanto trabalho!

calçada-portuguesa-macau

Sexto:

Olhe de vez em quando para o chão e terá gratas surpresas. Além de poder admirar a magnífica calçada portuguesa, poderá apreciar mini altares que abundam nas ruas de Macau. Já os tínhamos visto em Hong Kong portanto não foi surpresa vê-los em Macau. A religião faz parte da prática diária dos macaenses, o que faz com que os mini altares sejam visitados frequentemente. Costumam ter incenso e oferendas. Não se assuste se vir uma caixinha encostada à parede de uma loja com incenso a arder rodeado de fruta, água ou chávenas de chá.

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Macau, tour de um dia desde Hong Kong

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Durante a nossa estadia em Hong Kong decidimos fazer um tour de um dia a Macau.

Neste artigo contamos-lhe como foi este dia por terras macaenses!

Tour de um dia para Macau a partir de Hong Kong

Dois dias antes recebemos um email de confirmação da agência de viagens que nos indicou o local de encontro.

O guia encontrou-se connosco e explicou-nos como seria o dia.

Fomos de autocarro até ao Terminal Marítimo de Hong Kong, entregaram-nos os bilhetes de ida e de regresso do ferry e explicaram-nos que em Hong Kong teríamos um guia diferente.

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A viagem de ferry demorou cerca de uma hora e quando chegámos ao Macau Ferry Terminal foi muito estranho ver as placas em português e chinês. 

O nosso guia, Mário, reuniu o grupo e entregou-nos alguns mapas.

Perguntei-lhe em inglês se não tinha mapas em português e qual não foi o meu espanto quando ele nos respondeu em português.

Afinal ele era português e vivia em Macau há mais de vinte anos.

Primeira parte do tour

A primeira paragem do tour foi rápida. O autocarro parou num parque de estacionamento onde se podiam ver o Palácio do Governador, o Grande Casino Lisboa, o Macau Tower e lá ao fundo podia ver-se a China Continental.

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Casa do Governador
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Grande Lisboa
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Macau Tower

Seguiu-se uma viagem panorâmica da cidade e algumas informações decoradas pelo guia foram sendo debitadas.

A única informação que retive foi que podíamos usar os Hong Kong Dólares em território Macaense e que se levássemos patacas para Hong Kong não seriam aceites como meio de pagamento.

Por falar em dinheiro, a paragem a seguir foi no The Venetian.

O casino The Venetian

A fachada é igual ao The Venetian em Las Vegas. O Hotel, Casino e Centro Comercial são gigantes.

Na área comercial existe uma réplica da Praça de São Marcos e canais com gôndolas venezianas.

Outra particularidade é o céu a fingir que está sempre azul.

Do casino só conseguimos espreitar quando subíamos as escadas rolantes a caminho da Praça de São Marcos.

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The-Venetian_Macau

Depois da homenagem ao Deus do dinheiro, seguiu-se a homenagem ao Deus do espírito. 

O Templo de A-Má

Parámos junto ao Templo de A-Má para mais uma lição de história.

O templo tem mais de 600 anos e quando os portugueses chegaram lá perguntaram o nome da terra e, claro, os nativos não perceberam a pergunta e responderam que aquele era o templo de A-Má.

Disseram algo como A-Má-Cá, então os portugueses acharam que a terra de chamava Macau. Foi mais ou menos isto o que o guia nos explicou.

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Histórias à parte a templo é pequeno mas muito bonito.

O que chama logo a atenção é a calçada portuguesa nas ruas em tons de branco, preto e rosa.

Depois da visita ao templo fomos a uma pastelaria cuja especialidade é o pastel de nata.

Nós não comprámos pastéis mas quem os provou estava deliciado.

Em contrapartida nós estivemos entretidos a provar as outras especialidades deles, que por acaso eram grátis.

Biscoitos de amêndoa de vários tipos, a maior parte demasiado secos para o meu gosto mas que naquele momento souberam que nem ginjas.

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Regressámos ao autocarro e fizemos uma curta paragem junto à estátua de Guan Yin.

A estátua de Guan Yin

Parece que os macaenses no início não gostaram muito da estátua dourada que foi uma oferta do Governo Português aquando da devolução do território à China.

As feições ocidentais da estátua e o facto de não estar de acordo com os princípios de Feng Shui não agradaram mas têm considerado que a estátua trouxe boa sorte a Macau e por isso resolveram aceitá-la.

As feições ocidentais da estátua e o facto de não estar de acordo com os princípios de Feng Shui não agradaram mas têm considerado que a estátua trouxe boa sorte a Macau e por isso resolveram aceitá-la.

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O almoço buffet incluído no tour foi num hotel e experimentei um prato típico macaense que se chama “frango à portuguesa”.

O guia brincou com o nome da receita e disse que alguém fosse a Portugal e pedisse “frango à portuguesa” certamente lhe serviriam outra coisa.

A verdade é que a comida estava boa, não tenho fotografias mas vou tentar arranjar a receita para fazer cá em casa.

Segunda parte do tour

Depois do almoço finalmente fomos visitar o centro histórico de Macau. Visitámos a fachada icónica da Igreja de São Paulo, também conhecida como igreja da Madre de Deus, a escadaria e as ruas centrais até à Igreja de São Domingos.

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Antes de regressarmos ao ferry e já que estávamos na terra dos casinos, ainda visitámos o Grand Emperor Hotel, o hotel e casino do Jackie Chan cuja particularidade está no chão.

Várias barras de ouro estão acomodadas no chão da receção do hotel. Bizarro!

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Grand-emperor-hotel-macau

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