O que fazer em Tóquio, Japão: 12 ideias para a sua viagem

O que fazer em Tóquio: visitar Yakushido e Senso-ji Temple. Things to do in Tokyo: visit Yakushido and Senso-ji Temple.
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Atualizado em: Novembro 19, 2025

O que fazer e visitar em Tóquio, Japão: guia com 12 ideias para descobrir a cidade onde tradição e futuro se encontram!

De templos antigos a cruzamentos luminosos, Tóquio é uma cidade de contrastes que valem a pena explorar.

O coração do Japão combina espiritualidade, tecnologia, arte, gastronomia e modernidade de uma forma única. Aqui, o passado e o futuro convivem lado a lado, e é isso que torna Tóquio inesquecível.

Durante a minha viagem, fiquei impressionada com a forma como a cidade muda a cada bairro.

Assim, num momento, estava a admirar a calma dos jardins do Palácio Imperial e minutos depois, estava rodeada de néons e som no movimentado cruzamento de Shibuya.

Visitar Tóquio é mergulhar num universo onde cada detalhe tem significado, dos pequenos gestos no quotidiano à estética perfeita dos pratos de sushi. É uma cidade que desperta curiosidade, respeito e encanto.

Se vai visitar Tóquio pela primeira vez, este guia reúne tudo o que precisa saber: o que fazer, o que visitar, como se deslocar e dicas práticas para aproveitar ao máximo esta metrópole surpreendente.

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Welcome to Tokyo.
Welcome to Tokyo.
Senso-ji Hondo.
Senso-ji Hondo.

O que fazer e visitar em Tóquio, Japão

Explorar o bairro de Asakusa e o Templo Senso-ji

O bairro de Asakusa é um dos lugares mais emblemáticos de Tóquio e um dos poucos onde ainda se sente o ambiente do antigo Edo. As ruas são estreitas, os edifícios baixos e há sempre um movimento constante de locais e visitantes.

É um bom ponto de partida para quem quer conhecer a alma tradicional da cidade, longe do ritmo acelerado de Shibuya ou Shinjuku.

A rua Nakamise é o coração de Asakusa. Ao longo dos seus cerca de 250 metros, dezenas de pequenas lojas vendem doces típicos como o ningyo-yaki (bolinhos recheados de feijão vermelho) e senbei (bolachas de arroz), além de quimonos, leques e amuletos da sorte.

Templo Senso-ji, em Asakusa. Senso-ji Temple in Asakusa.
Templo Senso-ji, em Asakusa.

O ambiente é animado, e mesmo com a multidão, reconheço a forma como o comércio mantém tradições com séculos de história.

No final da avenida ergue-se o Templo Senso-ji, o mais antigo de Tóquio, fundado no século VII e dedicado à deusa Kannon, protetora da misericórdia.

Ritual de purificação antes de entrar no templo. Purification ritual before entering the temple.
Ritual de purificação antes de entrar no templo.

A entrada é feita pelo monumental Kaminarimon, o “Portão do Trovão”, com a enorme lanterna vermelha que é um dos ícones da cidade.

Antes de sair, vale a pena explorar as ruelas laterais, onde há restaurantes tradicionais e bancas com yakitori e taiyaki feitos na hora.

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Descobrir o cruzamento de Shibuya e o bairro mais icónico de Tóquio

O bairro de Shibuya é um dos lugares mais reconhecidos de Tóquio e talvez o que melhor representa a energia moderna da cidade.

Ruas iluminadas por néons, ecrãs gigantes e multidões em constante movimento fazem deste um dos pontos mais fascinantes para quem quer sentir o verdadeiro pulso urbano japonês.

O Shibuya Crossing, conhecido como o cruzamento mais movimentado do mundo, é o coração deste bairro.

A cada mudança de semáforo, centenas de pessoas atravessam em todas as direções, num sincronismo quase coreografado.

Estive ali por alguns minutos apenas a observar, e confesso que é difícil desviar o olhar, há algo de hipnótico naquela coreografia espontânea.

O que fazer em Tóquio: atravessar Shibuya Crossing. What to do in Tokyo: cross the Shibuya Crossing.
O que fazer em Tóquio: atravessar Shibuya Crossing.

Mesmo ao lado, encontra-se a estátua de Hachiko, o cão que esperou fielmente pelo dono todos os dias, mesmo após a sua morte.

A história é conhecida em todo o Japão e tornou-se símbolo de lealdade e amizade. Hoje, é um ponto de encontro popular, mas também um lugar que emociona pela simplicidade da sua história.

Hachiko.
Hachiko.

Um dos miradouros mais procurados é o Shibuya Sky, no topo do edifício Shibuya Scramble Square, que tem uma vista panorâmica espetacular sobre o cruzamento e os prédios iluminados.

À noite, o bairro transforma-se num espetáculo de luzes e sons. É o contraste perfeito com zonas mais tradicionais como Asakusa, a prova de que Tóquio é uma cidade de múltiplas camadas, onde o antigo e o moderno convivem lado a lado.

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Shibuya.
Shibuya.

Street Kart nas ruas de Tóquio

Uma das experiências mais divertidas e inesperadas que vivi em Tóquio foi conduzir um Street Kart pelas ruas da cidade.

Imagine circular entre arranha-céus e templos, vestido com um fato inspirado em personagens de videojogos, enquanto os transeuntes sorriem e tiram fotografias, já que é impossível passar despercebido.

Antes de começar, é preciso apresentar a Carta de Condução Internacional (válida no Japão) e participar num breve briefing de segurança.

Depois disso, escolhe-se o fato, sendo que há opções que vão de super-heróis a personagens de anime, ajusta-se o capacete e o grupo parte em fila indiana, liderado por um guia.

Acenar às pessoas que nos tiravam fotografias. Posing for people who took our pictures.
Acenar às pessoas que nos tiravam fotografias.

Conduzir pelas ruas de Tóquio é uma sensação incrível pois estar tão perto do chão faz com que tudo pareça mais intenso.

A segurança é levada muito a sério, por isso os percursos são cuidadosamente escolhidos para evitar zonas demasiado movimentadas.

Mesmo assim, o impacto visual é enorme e ver uma fila de karts coloridos a passar por Shibuya Crossing é uma cena tipicamente japonesa, entre o surreal e o divertido.

👉 Veja quanto custa o street Kart em Tóquio!

No final do passeio, percebi que o Street Kart é mais do que uma simples atividade turística: é uma forma irreverente de viver a energia da cidade.

Uma experiência que mistura humor, aventura e aquele toque excêntrico que faz de Tóquio um lugar único.

👉 Quer saber como reservar, quanto custa e quais os melhores percursos? Veja o artigo completo Street Kart em Tóquio: como é conduzir pelas ruas da cidade, onde explico tudo em detalhe.

Conduzir karts no centro de Tóquio. Driving go-karts in central Tokyo.
Conduzir karts no centro de Tóquio.

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Passear por Shinjuku e o seu contraste entre arranha-céus e jardins

O bairro de Shinjuku é um dos melhores exemplos da dualidade que define Tóquio: modernidade e tranquilidade lado a lado, sem nunca colidirem.

Assim, de um lado erguem-se arranha-céus espelhados, centros comerciais e estações de metro que parecem cidades subterrâneas.

Do outro, o silêncio e a harmonia do Shinjuku Gyoen, um dos jardins mais bonitos e bem cuidados da capital japonesa.

The Giant 3D Cat in Shinjuku. O gato gigante em 3D em Shinjuku.
O gato gigante em 3D em Shinjuku.

O jardim combina estilos japonês, francês e inglês, criando uma paisagem equilibrada e cheia de pormenores.

Na primavera, as cerejeiras em flor transformam o espaço num verdadeiro postal, atraindo locais e visitantes que se reúnem para celebrar o hanami.

Mas basta sair dos portões do jardim para regressar ao movimento intenso de Shinjuku, com as suas ruas iluminadas por néons e o som constante das lojas e dos ecrãs gigantes.

À noite, o contraste torna-se ainda mais evidente.

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Godzilla Head.
Godzilla Head.

Por fim, um dos lugares mais curiosos é o Golden Gai, um pequeno labirinto de ruelas onde se escondem dezenas de bares minúsculos, muitos com espaço para apenas seis ou sete pessoas.

Cada um tem o seu tema e clientela habitual, e é comum encontrar artistas, escritores ou viajantes curiosos.

É o tipo de experiência genuína que só Tóquio consegue oferecer, ou seja, um encontro inesperado entre tradição, modernidade e humanidade.

Shinjuku Golden-Gai.
Shinjuku Golden-Gai.

Visitar os Mercados Toyosu e Tsukiji para provar sushi fresco

Nenhuma visita a Tóquio fica completa sem uma passagem pelos mercados de peixe, ou seja, verdadeiros templos da gastronomia japonesa.

Assim, o antigo Mercado de Tsukiji foi, durante décadas, o centro da vida comercial da cidade, famoso pelos leilões de atum e pela frescura incomparável do peixe.

Hoje, a atividade grossista mudou-se para o Mercado de Toyosu, uma estrutura moderna e higienizada, onde continuam a acontecer os leilões, mas apenas acessíveis a profissionais.

Ainda assim, Tsukiji não perdeu o seu encanto. A zona exterior, o Tsukiji Outer Market, mantém-se viva, com dezenas de bancas, mercearias e pequenos restaurantes que servem sushi, sashimi, marisco grelhado e outras especialidades.

Tsukiji Fish Market.
Tsukiji Fish Market.

Foi aqui que preferi ir, precisamente porque conserva o ambiente tradicional, o burburinho das manhãs e o contacto direto com os vendedores.

A experiência de comer sushi ao pequeno-almoço pode soar estranha, mas em Tóquio é quase um ritual. Escolhi um pequeno restaurante familiar, onde o chef preparava o peixe à frente dos clientes, com gestos precisos e silenciosos.

O peixe era incrivelmente fresco e o arroz, ligeiramente morno, realçava o sabor de cada pedaço. Confesso que adorei, embora o resto da família tenha achado o sabor mais intenso do que o habitual, talvez demasiado autêntico para paladares menos acostumados.

Sushi no Tsukiji Itadori Uogashi Senryo. Sushi at Tsukiji Itadori Uogashi Senryo.
Sushi no Tsukiji Itadori Uogashi Senryo.

Passear entre as bancas de Tsukiji é também uma oportunidade para provar tamago (omelete japonesa doce), ostras frescas e chá verde acabado de preparar.

Mesmo com a mudança para Toyosu, o espírito do velho mercado continua vivo aqui, e é um dos melhores lugares para compreender a relação dos japoneses com a comida: respeito, precisão e frescura absoluta.

Espetadas de Ouriço-do-mar e Wagyu Japonês. Sea Urchin & Japanese Black Beef Skewers.
Espetadas de Ouriço-do-mar e Wagyu Japonês.

Passear por Ueno e os seus museus

O Parque de Ueno é um dos espaços verdes mais agradáveis e culturais de Tóquio.

Isto porque para além dos jardins e lagos, é um centro de arte, história e ciência, com alguns dos museus mais importantes do país. Por exemplo, o Museu Nacional de Tóquio, o Museu Nacional de Arte Ocidental, o Museu de Ciência e Natureza e o Museu Metropolitano de Arte de Tóquio.

Fundado no século XIX, o parque foi o primeiro grande parque público do Japão e mantém até hoje uma atmosfera que combina lazer e conhecimento.

O Museu Nacional de Tóquio, por exemplo, tem a maior coleção de arte japonesa do mundo, com peças que vão desde esculturas budistas e armaduras samurai até tecidos, cerâmica e caligrafias antigas.

Já o Museu Nacional de Arte Ocidental, desenhado pelo arquiteto Le Corbusier e classificado como Património Mundial da UNESCO, destaca-se pela arquitetura modernista e pelas obras de artistas como Monet, Rodin e Van Gogh.

O Museu de Ciência e Natureza, por sua vez, é uma paragem obrigatória para quem se interessa por paleontologia e astronomia, com exposições interativas e fósseis de dinossauros que impressionam tanto adultos como crianças.

Mas Ueno não é apenas museus. O parque é também famoso pelo seu zoológico, o mais antigo do Japão, e pelos templos e santuários históricos, como o Kaneiji, que foi outrora um dos mais influentes da cidade.

Durante a primavera, o Parque de Ueno transforma-se num dos melhores lugares de Tóquio para apreciar as cerejeiras em flor (sakura).

Assim, as alamedas cobrem-se de tons rosados, e milhares de pessoas reúnem-se para celebrar o hanami, o tradicional piquenique sob as flores.

No outono, o cenário muda completamente, com as folhas douradas a refletirem-se nos lagos, criando uma paisagem igualmente bela.

O que fazer em Tóquio: explocar o parque Ueno. Things to do in Tokyo: explore Ueno Park.
O que fazer em Tóquio: explocar o parque Ueno.

Explorar Akihabara, o paraíso da eletrónica e da cultura pop

O bairro de Akihabara é uma explosão de luzes, sons e tecnologia.

Conhecido como o “Electric Town” de Tóquio, nasceu no pós-guerra como um centro de lojas de eletrónica, mas evoluiu para algo muito maior: hoje é o epicentro da cultura pop japonesa, onde convivem lado a lado fãs de anime, colecionadores e curiosos de todo o mundo.

Ao caminhar pelas suas ruas com painéis luminosos e música a sair das lojas, percebe-se rapidamente porque Akihabara é um lugar único.

Os edifícios estão cheios de andares dedicados a videojogos retro, figuras colecionáveis, cartas de manga e gadgets eletrónicos de todos os tipos.

Há lojas especializadas em tudo, como por exemplo auscultadores de alta fidelidade e robôs em miniatura, e cada uma parece um pequeno universo próprio.

Mesmo para quem não é fã declarado de anime ou tecnologia, Akihabara é uma experiência a não perder. O ambiente é elétrico, a atenção ao detalhe impressiona, e é o paraíso para quem gosta das máquina de “gacha” com surpresas inesperadas.

Explorar o bairro de Akihabara. Exploring Akihabara district.
Explorar o bairro de Akihabara.

Descobrir Omoide Yokocho, o beco das memórias em Tóquio

Entre as luzes de Shinjuku e o movimento constante da estação, há um pequeno beco onde o tempo parece ter parado: Omoide Yokocho, conhecido como o “beco das memórias”.

Este conjunto de ruelas estreitas, com menos de dois metros de largura, é um dos lugares mais autênticos da cidade e conserva o ambiente do pós-guerra, quando os primeiros vendedores começaram a servir comida em bancas improvisadas.

Hoje, o cenário mantém-se quase intacto. As fachadas antigas, as lanternas vermelhas e o cheiro do yakitori, ou seja, espetadas de frango grelhadas, criam uma atmosfera que transporta para outra época.

Os bares e restaurantes são minúsculos, com balcões onde cabem apenas quatro ou cinco pessoas. Essa proximidade transforma cada refeição numa experiência social, onde a conversa flui naturalmente entre clientes e proprietários.

Ou seja, Omoide Yokocho é o lugar ideal para experimentar yakitori, sake e outros petiscos típicos num cenário genuíno.

Fica junto à Estação de Shinjuku, e a melhor altura para visitar é entre as 18h e as 21h, quando os trabalhadores locais fazem uma pausa para relaxar depois do dia de trabalho.

É um recanto onde se sente o lado mais humano e caloroso da velha Tóquio.

Omoide Yokocho.
Omoide Yokocho.

Hanazono Shrine: um refúgio de calma no coração de Shinjuku

O Hanazono Shrine é um dos templos mais antigos e respeitados de Shinjuku, e um dos lugares onde ainda se sente o espírito tradicional no meio do ritmo acelerado de Tóquio.

Fica escondido entre arranha-céus e este santuário xintoísta é um refúgio de calma e espiritualidade, um contraste marcante com as luzes e sons do bairro.

Basta atravessar o portão torii vermelho para que o ambiente mude completamente, pois o ar parece mais leve, o tempo abranda e até o som do trânsito fica distante.

Entrada para Hanazono Shrine. Entrance to Hanazono Shrine.
Entrada para Hanazono Shrine.

O Hanazono Shrine tem uma longa ligação à história de Shinjuku. Construído no século XVII, era o santuário principal da vila que daria origem ao bairro moderno.

Dedicado ao deus Inari, protetor das colheitas, do comércio e da prosperidade, é comum ver pequenas estátuas de raposas, os mensageiros divinos deste kami, espalhadas pelo recinto.

Durante o dia, é frequente ver moradores e trabalhadores da zona a fazer uma breve oração antes de seguir o seu caminho.

À noite, as lanternas acesas criam uma atmosfera quase mágica, tornando-o especialmente bonito ao entardecer.

Hanazono Shrine.
Hanazono Shrine.

O santuário também é palco de vários festivais ao longo do ano, como o Tori no Ichi, em novembro, dedicado à boa sorte nos negócios.

Nessa altura, as bancas vendem os coloridos “kumade”, amuletos em forma de ancinho decorados com símbolos de fortuna.

É o tipo de lugar que lembra que, apesar de todos os néons e ecrãs, a cidade continua profundamente ligada às suas raízes espirituais.

Hanazono Shrine.
Hanazono Shrine.

Viver a moda e criatividade de Harajuku

O bairro de Harajuku é o coração pulsante da moda jovem e alternativa em Tóquio.

Aqui, a criatividade não tem limites e cada esquina revela uma nova tendência, uma combinação improvável de cores ou um conceito que desafia o convencional.

É o bairro onde a expressão individual é levada a sério, e onde a rua se transforma num verdadeiro palco.

A Takeshita Dori, a rua mais famosa de Harajuku, é o epicentro dessa energia. Ao longo de poucas centenas de metros alinham-se lojas independentes, boutiques vintage, cafés temáticos e bancas de crepes japoneses que são quase uma instituição local.

Caminhar por Takeshita Dori é uma experiência sensorial intensa: música alta, vitrinas extravagantes e uma multidão de jovens a exibir estilos únicos, desde o Lolita ao punk japonês, passando pelo kawaii mais colorido.

Harajuku à noite. Harajuku at night.
Harajuku à noite.

Mesmo que a moda alternativa não seja o seu estilo, vale muito a pena visitar.

Harajuku é uma janela para o lado mais criativo de Tóquio e uma verdadeira expressão cultural, onde se percebe como a estética japonesa combina tradição e inovação de forma natural.

Aos domingos, o bairro ganha ainda mais vida. Isto porque jovens de toda a cidade reúnem-se nos arredores do Parque Yoyogi e da Ponte Jingu Bashi, para mostrar os seus visuais elaborados e posar para fotografias.

Então, tome nota, Harajuku fica entre Shibuya e Aoyama e é um ponto de passagem obrigatório para quem quer sentir o pulso moderno da cidade, uma mistura de moda, arte e liberdade criativa que define a Tóquio contemporânea.

O que fazer em Tóquio: explorar Harajuku. What to do in Tokyo: explore Harajuku.
O que fazer em Tóquio: explorar Harajuku.

Admirar Tóquio do alto da Tokyo Skytree ou da Tokyo Tower

Ver Tóquio do alto é uma das experiências mais marcantes de qualquer viagem à capital japonesa.

Isto porque a imensidão da cidade, com os seus bairros a perder de vista e o Monte Fuji no horizonte em dias claros, ganha outra dimensão quando observada de uma das suas torres icónicas.

A Tokyo Skytree, inaugurada em 2012, é a mais alta estrutura do Japão, com 634 metros.

Fica no bairro de Sumida e foi pensada não só como torre de transmissão, mas também como miradouro e centro comercial. Subir ao Tembo Deck, a 350 metros, é suficiente para perceber a escala monumental da cidade.

Tokyo Skytree.
Tokyo Skytree.

Do Tembo Galleria, ainda mais alto, a vista é quase surreal, especialmente ao pôr do sol, quando as luzes começam a acender-se gradualmente e Tóquio se transforma num mar de brilhos.

Já a Tokyo Tower, construída em 1958 e inspirada na Torre Eiffel, tem um charme totalmente diferente. Com 333 metros de altura, é mais baixa, mas guarda o simbolismo da reconstrução do Japão do pós-guerra e da entrada na era moderna.

A estrutura laranja e branca destaca-se no horizonte, e à noite, iluminada, tem uma presença quase poética.

Tokyo Skytree.
Tokyo Skytree.

Fazer compras em Ginza

Ginza é sinónimo de elegância em Tóquio.

As ruas largas e limpas, os edifícios de vidro e aço e as fachadas luminosas à noite dão ao bairro uma atmosfera distinta, quase cerimonial.

É aqui que as grandes marcas japonesas e internacionais exibem as suas criações, lado a lado com lojas de design local e cafés discretos, onde o silêncio é quase tão valorizado quanto o café bem tirado.

Mesmo que não haja intenção de comprar, passear por Ginza é uma experiência em si.

Fazer compras em Ginza. Shopping in Ginza.
Fazer compras em Ginza.

As montras são autênticas galerias de arte e os detalhes da arquitetura revelam o cuidado japonês pela estética.

Aos domingos, quando a rua principal se transforma em zona pedonal, o ambiente muda completamente: famílias, grupos de amigos e casais aproveitam para caminhar sem pressa, observando as luzes e o vai-e-vem da cidade.

Ginza mostra uma faceta sofisticada de Tóquio, onde tradição e modernidade convivem lado a lado, com a elegância típica japonesa.

Explorar a zona de Ginza. Exploring the Ginza area.
Explorar a zona de Ginza.

Onde ficar em Tóquio?

Escolher onde ficar em Tóquio é quase tão importante quanto decidir o que visitar. A cidade é imensa e cada bairro revela um lado diferente da capital japonesa.

Assim, Shinjuku é o coração moderno, onde os néones iluminam a noite e as ruas estão sempre cheias de movimento. É uma excelente base para quem quer sentir o pulso urbano e ter transportes por todo o lado. Espreite o Hotel Gracery Shinjuku (4 estrelas).

Asakusa, por outro lado, oferece um mergulho na Tóquio tradicional. As ruas estreitas, as lojas de quimonos e o aroma do incenso junto ao Templo Senso-ji fazem esquecer, por momentos, a velocidade da metrópole. Espreite o Asakusa Tobu Hotel (3 estrelas).

Shibuya é o símbolo da juventude e da energia criativa de Tóquio. O cruzamento mais famoso do mundo, os cafés modernos e as lojas de moda tornam o bairro um ponto de encontro constante. Espreite o Shibuya Excel Hotel Tokyu (4 estrelas).

Apesar de ter explorado todas estas zonas, fiquei alojada no MIMARU Tokyo Hatchobori. A localização revelou-se perfeita, central, com boas ligações de transporte e num bairro tranquilo o suficiente para descansar depois de dias intensos a descobrir a cidade.

Foi, sem dúvida, uma excelente escolha.

👉 Leia o artigo que escrevi a propósito de Onde ficar em Tóquio.

Onde ficar em Tóquio: MIMARU Tokyo Hatchobori. Where to stay in Tokyo: MIMARU Tokyo Hatchobori.
Onde ficar em Tóquio: MIMARU Tokyo Hatchobori.
MIMARU Tokyo Hatchobori.
MIMARU Tokyo Hatchobori.

Onde comer em Tóquio?

Comer em Tóquio é muito mais do que satisfazer a fome, é uma verdadeira viagem pelos sabores e rituais do Japão.

A cidade tem opções para todos os gostos e carteiras, desde os mercados tradicionais aos restaurantes especializados em ramen ou sushi feito na hora.

Um dos lugares que mais gostei de visitar foi o Tsukiji Itadori Uogashi Senryo, junto ao antigo mercado de peixe.

O ambiente é descontraído, o peixe é fresquíssimo e o sushi chega ao balcão com a simplicidade e perfeição típicas da cozinha japonesa.

Sushi no Tsukiji Itadori Uogashi Senryo. Sushi at Tsukiji Itadori Uogashi Senryo.
Sushi no Tsukiji Itadori Uogashi Senryo.

Para quem gosta de ramen, o Ichikakuya é uma excelente escolha. As taças são generosas, o caldo é rico e o ambiente lembra as pequenas lojas frequentadas pelos locais.

Já o Kura Sushi, com o seu sistema de tapete rolante e preços acessíveis, é ideal para uma refeição rápida e divertida, especialmente se quiser experimentar diferentes tipos de sushi sem pressa.

Durante a viagem, descobri também o Katsugorou, uma pequena loja de doces japoneses onde provei taiyaki de custard e chocolate, feitos na hora e com forma de peixe. Um verdadeiro mimo depois de um dia de passeio.

E claro, em Tóquio é impossível não falar das lojas de conveniência, Seven Eleven, FamilyMart e Lawson, abertas 24 horas e perfeitas para quem quer algo prático. Desde onigiri a sopas instantâneas, há sempre algo bom para levar.

Nas deslocações entre cidades, adorei a experiência de abrir uma bento box no Shinkansen. São caixas cuidadosamente preparadas, com arroz, peixe, legumes e pequenos acompanhamentos, que transformam qualquer viagem de comboio numa refeição completa.

👉 veja o artigo completo Onde comer em Tóquio, onde partilho detalhes, preços e sugestões práticas.

Onde comer em Tóquio: Ichikakuya. Where to eat in Tokyo: Ichikakuya.
Onde comer em Tóquio: Ichikakuya.

Dicas práticas para visitar Tóquio

  • Cartão de transporte: adquira o Suica ou Pasmo, que pode usar em comboios, metro e até em lojas de conveniência.
  • Internet: é essencial ter cartão eSIM, sendo que eu uso e recomendo o da Holafly.
  • Dinheiro: embora o Japão seja moderno, muitos locais ainda preferem pagamento em numerário.
  • Idioma: nem todos falam inglês, mas os japoneses são extremamente prestáveis.
  • Etiqueta: siga as normas básicas, ou seja, não fale alto nos transportes, não coma a andar e respeite as filas.
Pagamentos em dinheiro no Japão (moedas e notas). Cash payments in Japan (coins and bills).
Pagamentos em dinheiro no Japão (moedas e notas).

Seguro de viagem para o Japão

Viajar com um bom seguro é fundamental, especialmente num destino distante como o Japão.
A IATI Seguros oferece opções completas que cobrem despesas médicas, cancelamentos e até situações relacionadas com COVID-19.

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Jantar ao balcão do restaurante Kyoto WAGYU tonkatsu ten no meshi gionshirakawa. Dining at the Counter of Kyoto WAGYU Tonkatsu Ten no Meshi Gion-Shirakawa Restaurant.
Jantar ao balcão do restaurante Kyoto WAGYU tonkatsu ten no meshi gionshirakawa.

O que precisa saber antes de viajar para Tóquio, Japão

Qual é a melhor altura para visitar Tóquio?

A primavera (março a maio) e o outono (setembro a novembro) são as melhores épocas. As temperaturas são amenas e as paisagens ficam deslumbrantes, com flores de cerejeira ou folhas douradas.

No entanto eu viajei em agosto, que é uma das piores alturas para viajar para o Japão por causa do calor, e mesmo assim aproveitei bastante.

Quantos dias são necessários para visitar Tóquio?

Recomendo pelo menos cinco dias inteiros para explorar a cidade com calma. Se quiser visitar museus e bairros com mais detalhe, uma semana é o ideal.

Hotéis em Shibuya. Hotels in Shibuya.
Hotéis em Shibuya.

Tóquio é uma cidade cara?

Depende do estilo de viagem, mas é possível comer bem em restaurantes acessíveis e usar transportes públicos eficientes. As atrações principais têm preços justos, no entanto, no Japão os visitantes pagam mais por visitar os museus do que os locais.

Qual é o aeroporto mais próximo de Tóquio?

A cidade tem dois aeroportos principais: Haneda (HND), mais próximo do centro, e Narita (NRT), a cerca de 60 km.

Zona de chegadas no Aeroporto Internacional de Haneda (HND), com indicação do shuttle gratuito para o Terminal 1 e 2. Arrivals area at Haneda International Airport (HND), with directions for the free shuttle to Terminals 1 and 2.
Zona de chegadas no Aeroporto Internacional de Haneda (HND), com indicação do shuttle gratuito para o Terminal 1 e 2.

Como ir do aeroporto para o centro de Tóquio?

De Haneda, o monorail é rápido e barato. De Narita, as opções mais práticas são o Narita Express ou o Keisei Skyliner.

Tokyo Monorail.
Tokyo Monorail.

Leia também:

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