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Macau, viagem de um dia desde Hong Kong.

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Durante a nossa estadia em Hong Kong decidimos fazer um tour de um dia a Macau. Dois dias antes recebemos um email de confirmação da agência de viagens que nos indicou o local de encontro. O guia encontrou-se connosco e explicou-nos como seria o dia. Fomos de autocarro até ao Terminal Marítimo de Hong Kong, entregaram-nos os bilhetes de ida e de regresso do ferry e explicaram-nos que em Hong Kong teríamos um guia diferente.

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A viagem de ferry demorou cerca de uma hora e quando chegámos ao Macau Ferry Terminal foi muito estranho ver as placas em português e chinês. O nosso guia, Mário, reuniu o grupo e entregou-nos alguns mapas. Perguntei-lhe em inglês se não tinha mapas em português e qual não foi o meu espanto quando ele nos respondeu em português. Afinal ele era português e vivia em Macau há mais de vinte anos.

A primeira paragem do tour foi rápida. O autocarro parou num parque de estacionamento onde se podiam ver o Palácio do Governador, o Grande Casino Lisboa, o Macau Tower e lá ao fundo podia ver-se a China Continental.

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Casa do Governador

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Grande Lisboa

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Macau Tower

Seguiu-se uma viagem panorâmica da cidade e algumas informações decoradas pelo guia foram sendo debitadas. A única informação que retive foi que podíamos usar os Hong Kong Dólares em território Macaense e que se levássemos patacas para Hong Kong não seriam aceites como meio de pagamento.

Por falar em dinheiro, a paragem a seguir foi no The Venetian. Quando nos aproximámos pareceu-me reconhecer o edifício. A fachada é igual ao The Venetian em Las Vegas que surge muitas vezes em filmes e séries de televisão. O Hotel, Casino e Centro Comercial são gigantes. Na área comercial existe uma réplica da Praça de São Marcos e canais com gôndolas venezianas. Outra particularidade é o céu a fingir que está sempre azul. Do casino só conseguimos espreitar quando subíamos as escadas rolantes a caminho da Praça de São Marcos.

The-Venetian_Macau

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The-Venetian_Macau

Depois da homenagem ao Deus do dinheiro, seguiu-se a homenagem ao Deus do espírito. Parámos junto ao Templo de A-Má para mais uma lição de história. O templo tem mais de 600 anos e quando os portugueses chegaram lá perguntaram o nome da terra e, claro, os nativos não perceberam a pergunta e responderam que aquele era o templo de A-Má. Disseram algo como A-Má-Cá, então os portugueses acharam que a terra de chamava Macau. Foi mais ou menos isto o que o guia nos explicou.

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Histórias à parte a templo é pequeno mas muito bonito. O que chama logo a atenção é a calçada portuguesa nas ruas em tons de branco, preto e rosa. Depois da visita ao templo fomos a uma pastelaria cuja especialidade é o pastel de nata. Nós não comprámos pastéis mas quem os provou estava deliciado. Em contrapartida nós estivemos entretidos a provar as outras especialidades deles, que por acaso eram grátis. Biscoitos de amêndoa de vários tipos, a maior parte demasiado secos para o meu gosto mas que naquele momento souberam que nem ginjas.

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Regressámos ao autocarro e fizemos uma curta paragem junto à estátua de Guan Yin. Parece que os macaenses no início não gostaram muito da estátua dourada que foi uma oferta do Governo Português aquando da devolução do território à China. As feições ocidentais da estátua e o facto de não estar de acordo com os princípios de Feng Shui não agradaram mas têm considerado que a estátua trouxe boa sorte a Macau e por isso resolveram aceitá-la.

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O almoço buffet incluído no tour foi num hotel e experimentei um prato típico macaense que se chama “frango à portuguesa”. O guia brincou com o nome da receita e disse que alguém fosse a Portugal e pedisse “frango à portuguesa” certamente lhe serviriam outra coisa. A verdade é que a comida estava boa, não tenho fotografias mas vou tentar arranjar a receita para fazer cá em casa.

Depois do almoço finalmente fomos visitar o centro histórico de Macau. Visitámos a fachada icónica da Igreja de São Paulo, também conhecida como igreja da Madre de Deus, a escadaria e as ruas centrais até à Igreja de São Domingos.

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Antes de regressarmos ao ferry e já que estávamos na terra dos casinos, ainda visitámos o Grand Emperor Hotel, o hotel e casino do Jackie Chan cuja particularidade está no chão. Várias barras de ouro estão acomodadas no chão da receção do hotel. Bizarro!

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4 Comments

  • Reply
    Kelly MacKay
    2018-04-23 at 13:12

    Nice buildings.

    • Reply
      passaportenobolso
      2018-04-23 at 19:16

      Thanks 🙂

  • Reply
    ludoevico
    2018-04-23 at 16:06

    Eu conheci Macau e Hong Kong com meus pais quando fiz 18 anos. Ainda não tive chance de levar os meninos, mas foi uma experiência muito bacana😁👍Achei estranho que, embora tivesse algumas placas em português em Macau, ninguém sabia falar nosso idioma. Vocês também passaram por isso?

    • Reply
      passaportenobolso
      2018-04-23 at 19:15

      Sim, ninguém fala português. Obrigada pelo comentário 🙂

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