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[Guest Post] Caminho de Santiago|Dia 2: O Porriño – Redondela

Este é o terceiro de sete artigos de autoria de Magda Silva Veríssimo do blogue Cheia de Penas ( https://cheiadepenas.blogspot.com/).

Magda, tens a palavra!

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DIA 2: O Porriño – Redondela

Levantei-me cheia de energia e já havia bastante alvoroço no albergue, uma vez que já havia bastante gente a sair. Despachei-me e com o simples gesto de fechar a mochila e pô-la às costas desfrutei de uma sensação de liberdade e felicidade muito genuína. Gostei bastante da dinâmica de cada um por si, mas todos com o mesmo rumo. Fui até à pastelaria onde combinei com os meus companheiros e eles já lá estavam todos. Não foi muito fácil a dinâmica de tomar o pequeno-almoço, uma vez que a senhora era temperamental e os alemães não falavam espanhol. Mas foi um momento vagaroso e muito agradável que se repetiu por todos os dias em que estivémos juntos. Também se repetiu por todos os dias após o pequeno-almoço a Cris ir deixar a sua mochila ao ponto de recolha para a transportadora levar até ao ponto seguinte, onde recolhiamos à chegada ao destino. A caminhada foi muito divertida e chegámos a Redondela ao final da manhã. Cada um foi para o seu alojamento e não combinamos nada, depois haveríamos de nos encontrar porque estávamos a 50 metros uns dos outros. Fiquei num albergue que pertencia à Paróquia local e cujos lençóis eram descartáveis, o que não gostei. Como fui a primeira peregrina a fazer o check in, escolhi a minha cama e tomei um revigorante banho. Depois tratei da minha roupa e saí para almoçar – almocei novamente com os catalães e depois encontrámos o Ottmar que vinha da praia. Como o Pera adora mar, lá fomos nós ver o mar. A Cris foi pedir indicações à polícia civil (polícia pouco apreciada pelos catalães, que têm os seus mossos d’esquadra) e, para surpresa nossa, o polícia ofereceu-se para nos levar até à praia. Fez-nos uma visita guiada e para todos nós foi a primeira vez num carro da polícia: o Toni, sempre cavalheiro, no banco da frente, separado de mim, da Cris e do Pera por um vidro. Tenho a acrescentar que o assento era bastante desconfortável, uma vez que era plástico sem almofada, e também não apreciei o facto de não ter puxador para abrir a porta, nem poder abrir o vidro. O polícia explicou-nos que não gosta de servir só os maus, também gosta de servir os bons e daí a sua cortesia. No final até tirámos fotografias ao carro da polícia e ao próprio polícia. Foi um bom fim de tarde na praia, com mergulhos dos catalães e a ver kitesurf. No final apanhamos um táxi de volta a Redondela, o que também foi muito agradável porque o taxista nos explicou como era Redondela antes e como é agora. O meu irmão ligou-me e disse-me: “Então, nem mandas uma foto?”. Eu respondi-lhe que já tinha tirado algumas fotos, mas depois olhava para as mesmas e não refletiam nada do que eu sentia e por isso não as mandava, mas após este pedido passei a mandar. Jantamos na companhia dos alemães e combinámos o encontro da manhã seguinte. Tive uma boa noite de descanso, após ter escutado uma conversa entre franceses sobre o Caminho e depois de ter tomados os meus comprimidos de relaxamento.

 


Não perca nenhum dos artigos!

PRÉ-CAMINHO

DIA 1: Valença – O Porriño

DIA 2: O Porriño – Redondela

DIA 3: Redondela – Pontevedra

DIA 4: Pontevedra – Caldas de Reis

DIA 5: Caldas de Reis – Hebron

DIA 6: Hebron – Santiago

 

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