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Dicas de Viagem

11 In Destinos/ Dicas de Viagem

Como sobreviver a uma road trip de 1500 kms com crianças.

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Os nossos filhos têm 14 e 5 anos respetivamente e sempre viajaram connosco.
Com o tempo aprendemos que tanto crianças pequenas como as mais crescidas conseguem tirar um adulto do sério de vez em quando.

Cada um saberá a melhor forma de lidar com a prole mas reconheço que algumas dicas que fui lendo em blogues realmente resultam e tornam a viagem menos stressante.

Em primeiro lugar, acreditamos que as viagens são momentos especiais em que criamos memórias e fortalecemos os laços enquanto família. Fomos incutindo este espírito aos nossos filhos e com o tempo perceberam que não podem comportar-se de forma a dificultar a viagem. Portanto, gritos e birras não combinam com viagens.

Por outro lado, em viagem somos tolerantes em relação a outras coisas: eles podem ficar acordado até tarde, beber refrigerantes, comer fast food e ficar horas no tablet ou a jogar Nintendo.

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Nesta road trip em particular não fizemos muitos kms seguidos com os miúdos acordados, o que nos facilitou muito. É normal dividirmos o percurso em trechos com pernoitas a meio do caminho para não nos cansarmos em demasia e as paragens nas estações de serviço para correr e brincar são obrigatórias.

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As possíveis fontes de conflito são eliminadas de raiz. Isto significa que se os rapazes não se entenderam quando estão a jogar o mesmo jogo eles sabem que os pais lhes tiram o jogo. E não há apelo possível. Pode parecer excessivo mas tem resultado.

Por sorte as esquisitices na hora das refeições terminaram há uns anos no Luxemburgo mas temos sempre connosco um saco de gomas que funcionam como recompensa. Nunca imaginei que um saco de doces pudesse ter tanto poder. Eles anseiam a oportunidade de se portarem bem para comer uns docinhos.

O tempo dentro do carro foi passado a conversar e a fazer jogos. Fazemos equipas de dois pois os adultos também entram na brincadeira. Os km parecem que são percorridos mais rapidamente quando estamos à procura de carros amarelos ou pontes por cima da autoestrada.

Com viagens tão facilitadas quem sabe daqui a uns tempos fazemos uma road trip de várias semanas pela Europa 🙂

Tem outras dicas para partilhar connosco? Por favor deixe o seu comentário.

3 In Destinos/ Dicas de Viagem/ Portugal

Monte Girassol – The Lisbon Country House, uma experiência a repetir em Pegões.

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Fomos recebidos no Monte Girassol pelo Sr. José e pela filha. Mostraram-nos o quarto onde passaríamos a noite, o quarto “Alperce”, e as partes comuns da casa: a sala com televisão e lareira, o alpendre e a piscina.

Estávamos com sorte, éramos os únicos hóspedes, pelo que tínhamos a casa por nossa conta. Rapidamente vestimos os fatos de banho e mergulhámos na piscina aquecida. Os únicos ruídos que se ouviam eram dos pássaros e das brincadeiras dos nossos filhos.

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Enquanto esperávamos pelo jantar vimos um bocadinho de televisão e no conforto do sofá da sala confesso que me imaginei naquele mesmo lugar numa noite de inverno a desfrutar da lareira. O nosso filho mais velho disse que parecia que estávamos na casa dos avós, o que é um grande elogio para quem está habituado à impessoalidade dos hotéis.

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Depois do jantar os adultos sentaram-se no sofá do alpendre a planear o regresso a este refúgio e os miúdos entretiveram-se a brincar com os cães e gato do Sr. José.

Agradecemos ao Sr. José a simpatia com que nos recebeu e a privacidade que nos proporcionou.

O Monte Girassol fica a cerca de 40 km de Lisboa e, convenientemente para nós, a meio do percurso entre o Porto e Matalascañas.

6 In Destinos/ Dicas de Viagem

Qual é nosso tipo de viagem? Inclui dicas para viajar mais.

Quando nos perguntam qual é o nosso tipo de viagem temos alguma dificuldade em responder de forma imediata.

Na verdade, não é importante para nós definir-nos como uma coisa ou outra mas percebemos que seja relevante para quem acompanha o blogue para que não se sinta defraudado quando nos visita e não encontra o que procura.

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Assim, o que não somos:

– Não somos backpackers. As nossas costas agradecem. Não nos interessa a viagem mais barata se implicar três escalas ou 40 horas de viagem. O mesmo se aplica a viagens de transportes públicos de 15 horas. Iria ser demasiado penoso para os nossos filhos e achamos que não compensa. Não nos hospedamos em hostels mas não dizemos “desta água não beberei”, apenas não se proporcionou.

– Não fazemos turismo de luxo. Simplesmente porque é demasiado caro, trabalhamos por conta de outrem, temos um orçamento limitado e queremos viajar o mais possível. Viagens de luxo estão definitivamente fora do nosso alcance.

– Não somos adeptos de slow travel. Temos 22 dias de férias anuais que são manifestamente insuficientes para visitar os sítios que queremos.

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Não é nossa intenção criticar os estilos de viagem acima descritos. De certa forma invejamos os que têm a liberdade de viajar sem restrições de tempo, dinheiro, companhia ou qualquer outra condicionante que influencia a experiência da viagem.

Estamos cientes de que a nossa realidade é diferente da dos que se aventuram por três meses no sudoeste asiático ou da dos que deixam os empregos para viajar à volta do mundo.

Aplaudimos os que sabem o que querem, organizam-se para concretizar um sonho e não ficam a inventar desculpas. Mas não nos vamos privar de viajar porque temos filhos pequenos ou porque o tempo e dinheiro são curtos. Fazemos um esforço para sermos criativos e encontrar soluções.

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Então qual é o nosso tipo de viagem?

Eu diria “descomplicado”. Passo a explicar:

– Viajamos com pouca coisa, quase sempre apenas com bagagem de mão. O bilhete de avião fica normalmente mais barato, não precisamos de ir para o aeroporto mais cedo para despachar a bagagem nem de esperar para a recolher. Na altura de fazer a mala temos em mente que se precisarmos de alguma coisa podemos comprar no destino e não precisamos de a carregar desde casa.

– Priviligiamos hotéis familiares/económicos com localização central. Não precisamos de um hotel luxuoso para pernoitar mas interessa-nos a privacidade que um quarto privado nos proporciona. Também valorizamos a centralidade do hotel porque não queremos desperdiçar tempo em deslocações para fora da cidade.
Mas somos flexíveis porque existem exceções: quando o destino escolhido é de praia ou é nossa intenção relaxar numa piscina ou desfrutar das instalações do hotel, não nos importamos de abrir (um bocadinho) os cordões à bolsa nem de ficar num sítio isolado.

– Emparelhamos destinos. Por exemplo, numa viagem Porto/Milão/Barcelona/Porto conseguimos visitar duas cidades em países diferentes sem grande dificuldade. Por outro lado, pesquisamos locais perto do destino que possam ser visitados de transportes públicos (de preferência) ou em tours organizados e que não nos obrigue a mudar de hotel.

Foi o que fizemos quando estivemos em Dublin e reservámos um dia para visitar a Irlanda do Norte; quando visitámos Bruxelas também fomos ao Luxemburgo, na estadia em Milão demos um pulo a Saint Moritz, na Suíça e em Miami visitámos o Parque Everglades.

– Viajamos em família, somos quatro, e ficamos muito felizes se o nosso testemunho puder inspirar outras famílias a viajar mais.

Enfim, sentimos uma vontade desmesurada de desbravar o mundo mas temos de gerir responsabilidades no emprego, escola, filhos, orçamentos apertados e tempo limitado.

8 In Destinos/ Dicas de Viagem/ Portugal/ Roteiros de Viagem

Três dias no Gerês – Roteiro & Dicas de Viagem

O Parque Nacional Peneda-Gerês é uma área protegida que engloba a Serra da Peneda, a Serra do Gerês, a Serra do Soajo e a Serra Amarela.

Neste post sugerimos um roteiro de viagem para três dias, que foi o tempo que ficámos no Gerês no passado mês de julho. Para explorar sem pressas.

1.º dia: Porto, Barragem do Lindoso, Soajo, Santuário de Nossa Senhora da Peneda, Vila do Gerês.

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Não visitámos porque já conhecemos:
– Aldeia do Lindoso (vale a pena visitar os espigueiros e o castelo)
– Cascata da Portela do Homem
– Miradouro Pedra Bela
– Mosteiro de São Bento da Porta Aberta

Dicas:
– Esteja atento à condução. Na estrada que liga o Soajo ao Santuário de Nossa Senhora da Peneda cruzamo-nos com cavalos, vacas e ovelhas que pastavam na serra.
– Junto à Cascata da Portela do Homem as estradas são estreitas e não é fácil arranjar estacionamento. Uma alternativa é estacionar o carro junto à fronteira com Espanha e fazer o percurso de alguns minutos a pé.
– O restaurante no Soajo (Restaurante Videira) não tinha disponível pagamento com cartões mas no centro (a dois minutos a pé) há um multibanco.

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2.º dia: Vila do Gerês, Barragem de Salamonde, Cascata do Arado, Cascata de Pincães, Ponte da Mizarela, Vila do Gerês.

Dicas:
– Quando visitar a Cascata do Arado e o alcatrão da estrada terminar, aventure-se pelo caminho de terra batida e estacione muito perto da cascata. Tem espaço de sobra para estacionar. Aproveite e leve farnel para um picnic.
– Dizem que a Cascata do Taiti é muito bonita mas o estado e a distância do percurso desencorajou-nos. O início do trilho está bem sinalizado e há um parque privado (pago) no local. Mas não nos pareceu que fosse adequado a crianças e dispensamos uma ida não programada ao Hospital local.

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3.º dia: Stand Up Paddle na Caniçada, Brufe, Porto.

Dicas:
– na Barragem da Caniçada além de Stand Up Paddle podem ser praticados outros desportos, como o windsurf e flyboard.
– Em Brufe almoçámos no restaurante “O Abocanhado”, se não tiver reserva prepare-se para uma longa espera.

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No próximo post falaremos de cada um dos sítios visitados, entretanto, se procura inspiração para viajar em Portugal, temos sugestões aqui.

0 In Destinos/ Dicas de Viagem/ Miami

Miami – Como ir do aeroporto de Miami até Downtown & Dicas de Viagem

Como ir do Aeroporto de Miami até Downton:
Depois de recolhermos a bagagem dirigimo-nos ao MIA Mover que faz ligação do terminal do aeroporto ao MetroRail (comboio). A viagem no MIA Mover é grátis e na entrada do MetroRail existem máquinas de venda de bilhetes. As máquinas não aceitam notas de 100USD, as únicas que tínhamos, por isso tivemos de fazer a troca por notas mais pequenas. Mal chegámos à plataforma dos comboios fomos abordados por um funcionário do MetroRail, devidamente identificado, que se assegurou que sabíamos em que estação devíamos sair.

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Dicas de Viagem
Taxas, impostos e gorjetas: Ao preço que está afixado nos produtos normalmente acrescem os impostos. Fomos surpreendidos por esta realidade em lojas de conveniência e de souvenirs. Apenas no supermercado Walgreens, onde nos abastecemos de lanches para os nossos filhos, os preços exibidos já incluíam os impostos.
Nos restaurantes, além dos impostos do estado, ainda podem cobrar “resort tax” (5% / 8%) e “gratuites” (que pela nossa experiência podem ir até 20%).
– Para viajar nos autocarros (Metrobus) terá de ter dinheiro certo, os motoristas não dão troco. O nosso filho de 5 anos não pagou bilhete.

Dias para poupar:
– As refeições nos restaurantes são geralmente caras mas as doses são XXL, considere partilhar;

– Alguns restaurantes oferecem água filtrada ou vendem-na a um preço muito baixo, olhe em volta à procura de jarros ou verifique na ementa. Em Miami Beach cobraram-nos 20USD por uma garrafa de água de 1,5L ao almoço;
– Nos supermercados estão disponíveis sanduiches e saladas embaladas prontas a comer, ideais para levar um almoço descontraído;
– O Metromover (http://www.miamidade.gov/transit/metromover.asp) é um sistema de transportes gratuito em Miami (pode consultar o mapa a seguir) e tem ligação com o MetroRail (http://www.miamidade.gov/transit/metrorail.asp) e com o Metrobus (http://www.miamidade.gov/transit/metrobus.asp).

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Entradas grátis em Museus: Bay of Pigs Museum, Jewish Museum of Florida (aos sábados) e Miami Science Museum (primeira sexta-feira de cada mês entre as 20:30 e 22:50).

Dica extra
– 1 garrafa de 1,5L de água engarrafada custa cerca de 6USD nos supermercados mas nos acessos à praia (onde costumam estar os chuveiros) existem bebedouros de água potável onde poderá abastecer gratuitamente.

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