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Dicas para viajar com crianças para Hong Kong.

Quando comunicámos aos nossos amigos e familiares que íamos a Hong Kong a primeira coisa que nos perguntaram foi: Os miúdos também vão? Não sei bem porquê mas acharam que por ser uma viagem longa os nossos filhos ficariam com os avós. Pois nós queremos viajar em família, é um tempo maravilhoso que não estamos dispostos a abdicar. Mas é claro que temos algumas preocupações.

Os nossos filhos já não são bebés, o mais novo na altura tinha cinco canos (fez seis quando regressámos de Hong Kong) e o mais velho tem quinze.

As nossas preocupações principais eram o tempo de voo, a alimentação e a gestão do cansaço.

Tempo de voo

Trinta e duas horas de voo no espaço de uma semana. Catorze horas na ida para Hong Kong com escala em Londres e dezoito horas no regresso com escala em Madrid. O tempo das escalas (acrescentar) serviu para nos deslocarmos de um terminal para outro e passearmos um bocadinho, sem correrias mas também sem nos preocuparmos em “fazer horas”.

Contas feitas, saímos do Porto às 08:55 da manhã de domingo e chegámos a Hong Kong por volta das 07:00 da manhã de segunda-feira. No regresso, saímos de Hong Kong às 00:50 de domingo e chegámos ao Porto às 11:40 da manhã do mesmo dia. Foram muitas horas dentro de aviões.

O que fizemos para ultrapassar esta situação?

Aproveitar o tempo dentro do avião. Levámos consolas, fizemos passeios no corredor do avião, comemos rebuçados que levámos de casa, dormimos e conversámos. Pense bem, não acha que passa pouco tempo com os seus filho? Eu acho que todo o tempo com eles é pouco e o tempo que se passa dentro de um avião pode muito bem ser aproveitado para conversar. De preferência conversas a dois.

Em casa costumamos estar sempre os quatro mas no avião, como estamos sentados uns ao lado dos outros não dá muito jeito falarmos em conjunto e acaba por ser normal que as conversas a dois surjam. Ao final de algum tempo mudamos de lugar e todos têm oportunidade de falar com todos. Os laços familiares saem reforçados.

Alimentação

Nós damos muita importância à gastronomia local quando viajamos mas deixa de ter piada quando pedimos três ou quatro coisas que não conseguimos comer. É um desperdício de comida e dinheiro.

O nosso filho mais novo, coitado, quase não provou a comida quando visitámos a estátua do Buda Sentado porque a refeição era vegetariana e o que pedíamos nos restaurantes nem sempre era do seu agrado.

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O que fizemos para ultrapassar esta situação?

Dar muita importância ao pequeno-almoço. As opções de pequeno-almoço no nosso hotel eram variadas (torradas, croissants, pães, iogurtes, fruta, enfim, aqueles alimentos que estamos habituados a comer à primeira refeição da manhã). Insisti sempre para que comessem bem ao pequeno-almoço pois não sabíamos como seriam as restantes opções durante o dia.

Além disso, todos participavam na escolha do restaurante. Antes de entrarmos em qualquer restaurante todos diziam o que achavam. Este foi um truque traiçoeiro porque na maioria das vezes eu já tinha pesquisado o restaurante e sabia mais ou menos o que nos esperava. É claro que também me enganei e algumas escolhas foram muito más. Nessas alturas recorremos ao McDonals ou comprámos waffles na rua.

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O que costumamos fazer em todas as viagens é comprar snacks no supermercado. Tenha em atenção que os supermercados são pequenos, aliás, como todas as lojas em Hong Kong, mas comprámos bolachas, chocolates e água que tínhamos connosco para situações mais críticas.

Gestão do cansaço

Nós queríamos visitar muitas coisas mas achamos que era difícil aguentar um ritmo acelerado todos os dias. Já reparou na quantidade de lugares que visitámos?

O que fizemos para ultrapassar esta situação?

Marcámos tours organizados em dias específicos quando as deslocações por nossa conta eram demoradas ou complicadas.

Compreendo que alguns viajantes fujam destes grupos a sete pés porque são dispendiosos e dão pouca liberdade mas, convenhamos, são muito cómodas. Então, para quem viaja com crianças são, muitas vezes, a salvação.

Os miúdos estão cansados? Que durmam no autocarro. Estão aborrecidos? Que joguem consola, os adultos podem continuar a aproveitar a viagem. E o que me deixa espantada é que os nossos filhos costumam ser as únicas crianças nesses tours, então os restantes membros do grupo esforçam-se por interagir com eles, fazem-lhes perguntas, dizem que têm filhos/sobrinhos/netos da mesma idade e que sentem a falta deles, comentam a interação entre os irmãos, elogiam como são bem comportados (meu Deus, se soubessem a verdade!), enfim, adotam os rapazes que se sentem as estrelas do grupo.

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Lembra-se das nossas dicas para roadtrips? Imagino que cada família tenha as suas próprias dicas e truques para sobreviver a viagens com crianças. Partilhe connosco a sua opinião!

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