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Quanto custa uma viagem para Hong Kong e como arruinar um orçamento.

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Talvez seja uma questão cultural mas sinto algum pudor em falar em dinheiro. Considero deselegante divulgar quanto gasto em viagens e sempre achei que ninguém queria saber.

Portanto, se está alinhado com o que escrevi até aqui, por favor não leia mais.

Uma das críticas que recentemente me apontaram (e que eu agradeço), foi precisamente não abordar o valor das viagens que fazemos. E para ser honesta, se advogo que toda a gente pode viajar se esse for o seu desejo, tenho forçosamente de abordar o tema do vil metal.

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Vamos, então, a contas.

A viagem para nós os quatro custou 1.875,89 EUR. Este valor já inclui o seguro de viagem que fiz com a companhia mas hoje teria certamente optado pelo seguro da Nomad, que além de ter mais coberturas é mais económico.

Escolhemos um hotel confortável, o BP International 4*, com tarifa promocional, por 6.338 HKD, que à data equivaliam a menos de 650 EUR.

Resumindo, 630 EUR por pessoa, pareceu-me um valor com o qual podia viver bem.

As contas descarrilaram quando o nosso plano de viagem começou a tomar forma. Num post futuro irei explicar com mais pormenor como faço o plano de viagem, aliás, é o que eu construo e envio a quem me pede ajuda para organizar viagens, mas de uma forma resumida, entre outras informações, o plano de viagem contém uma lista de locais/monumentos/restaurantes a visitar em cada dia. A lista de locais a visitar até foi fácil de fazer mas quando comecei a organizar a logística, isto é, quanto tempo precisava para cada local e o tempo despendido nas deslocações, tive a infeliz revelação que grande parte da nossa estadia seria passada no metro ou em filas. Não é o melhor cenário, pois não? Nós gostamos de viajar por conta própria, apreciamos a nossa liberdade mas reconhecemos que os grupos organizados têm vantagens. Poupa-se muito tempo em deslocações e evitam-se filas.

No total fizemos três tours: Macau, Lantau Island (inclui visita ao Buda Gigante) e Victoria Peack.

É claro que é possível visitar Macau de forma independente estando em Hong Kong. Se o fizéssemos, teríamos de sair cedo do Hotel, apanhar o metro até ao terminal marítimo, ir para a fila comprar bilhetes, quando chegássemos a Macau teríamos de ir de autocarro ou táxi até ao centro e teríamos de cronometrar o tempo para não perdermos o ferry de volta e apanhar o metro novamente até ao hotel. Duvido é que tivéssemos oportunidade de visitar o templo de A-Ma, o Venetian e o Casino do Jackie Chan e até estremeço só de pensar no stress infligido aos miúdos porque teríamos de andar sempre a correr.

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Para visitar o Tian Tan Buddha pode ir de metro, fazer percurso até ao recinto a pé e depois subir mais de 200 escadas. Depois é só descer a escadaria, percorrer cerca de 500 metros até ao mosteiro Po Lin e regressar, ir até ao teleférico e regressar de metro até ao Hotel. O nosso guia foi buscar-nos ao hotel, levou-nos até ao cais marítimo onde apanhámos um ferry até Lantau, visitámos a ilha de Lantau, andámos numa embarcação tradicional na vila de pescadores de Tao O e levou-nos de autocarro até ao Buda Gigante (não precisámos de subir e descer as escadas, os nossos filhos agradeceram). Além disso almoçámos uma refeição vegetariana no Mosteiro Po Lin, descemos no teleférico (entregaram-nos os bilhetes) e levaram-nos de autocarro volta ao hotel.

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Victoria Peack deve ser obrigatório numa visita a Hong Kong. A viagem do funicular centenário é extraordinária e a perspetiva da cidade que se consegue lá de cima é única. Extraordinárias são também as filas de espera de duas horas para aceder ao funicular. Ora, duas horas à espera para subir e duas horas à espera para descer… não, o nosso tempo merece ser melhor aproveitado. Além disso tivemos oportunidade de visitar Aberdeen e o Stanley Market.

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O quarto deslize foi o Simphony of Lights. É um espetáculo de som e luz gratuito que acontece diariamente às 20:00 em Kowloon e na ilha de Hong Kong. E sabem o que eram mesmo fantástico? Fazer um cruzeiro na altura do espetáculo e desfrutar das vistas dos dois lados de Hong Kong! Mas o cruzeiro com bar aberto não é gratuito.

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Assim, ao preço do voo e do hotel acrescentámos cerca de 1200 EUR nestes pequenos “luxos”, o que significou que ainda não tínhamos saído de Portugal e o valor da viagem por pessoa já tinha chegado aos 930 EUR.

Como se isto não fosse suficiente, o câmbio do dólar de Hong Kong flutuou e com as taxas turística da cidade acabámos por pagar pelo alojamento 735,41 EUR.

E é assim que se arruína um orçamento de viagem.


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